

Durante o Concílio Vaticano II (1962-1965), o papa João XIII e os Bispos do mundo, reunidos em Roma, propuseram-se a recuperar a importância da Bíblia como fonte e alma da vida cristã ( DV 21.24 ).
Ao retornarem do Concílio, os Bispos do Brasil decidiram dar uma atenção especial à Palavra de Deus. Assim, uma das iniciativas foi organizar o Mês da Bíblia. Dessa maneira, em cada mês de setembro, a CNBB sugere o estudo de um dos 73 livros que compõem a Bíblia.
Para o ano de 2025 nos foi proposto o estudo da Carta de Paulo aos Romanos.
A carta de São Paulo às comunidades de Roma, capital do Império Romano na época, foi escrita em Corinto, na Grécia, em 57 dC.
Em Corinto São Paulo teve notícias das pequenas comunidades de Roma. Eram comunidades da periferia da grande cidade. Elas se reuniam nas casas, uma espécie de “Igreja Doméstica”: reunidos ao redor da mesa, abriam o texto bíblico/ oravam/ debatiam o seu conteúdo/ e programavam os passos da comunidade. O Livro dos Atos dos Apóstolos fala dessas comunidades com muita simpatia- (At 2,42-47).
Neste sentido, os membros daquelas comunidades eram oriundos do judaísmo ou do paganismo. São Paulo soube que havia conflitos entre eles. Os Judaizantes se consideravam superiores aos pagãos. Por esse motivo, decidiu escreve uma carta, esclarecendo o Evangelho. Entre as 14 cartas atribuídas a São Paulo, a carta aos romanos é a mais longa. Mexe em muitos temas e por isso exige um cuidado especial.

São Paulo lembra que todos somos filhos de Deus e todos chamados à salvação pela fé em Jesus Cristo, desde que aceitemos Jesus como Messias e pratiquemos o Evangelho.
Esse tema é sempre atual, pois entre nós também existem pessoas e comunidades que entendem o Evangelho de maneiras diferentes. Entre todos deve haver respeito e não há motivos de conflitos, pois ninguém é dono da verdade. É legítimo que cada um defenda o ponto de vista da sua fé e da respectiva Igreja, mas respeite aqueles que pensam diferente.
Aprofunde seus estudos!
Indicação de leitura para complementar seu entendimento neste primeiro artigo.
Leia: Rm 8,16 e Gl 3,23-29.