

No 16º Domingo do Tempo Comum, o evangelho de Lucas (10,38-42) nos convida a contemplar o encontro de Jesus com Marta e Maria em Betânia. Com sensibilidade pastoral, Pe. Ari Antonio dos Reis nos leva a mergulhar nesse episódio à luz da escuta atenta e da vocação ao discipulado.
Marta representa muitos de nós: envolvidos em múltiplas tarefas, imersos nas “pré-ocupações” do cotidiano, mesmo quando Jesus está presente em nossa casa e em nossa vida. Sua atitude, embora bem-intencionada, revela um coração agitado, incapaz de parar para escutar a Palavra viva.
Maria, por outro lado, assume a postura de discípula. Senta-se aos pés do Mestre e escuta, como quem reconhece na presença de Jesus o essencial. Sua escolha é corajosa, contracultural, profundamente teológica: ela reivindica o lugar de discípula num tempo em que esse espaço era reservado aos homens.

O texto nos interpela a rever nossas prioridades espirituais: será que temos reservado tempo para escutar Jesus? Ou nossas rotinas sufocam nossa capacidade de silenciar, meditar e acolher o Evangelho com profundidade?
Escutar é um ato de fé. E a escuta paciente é o início do verdadeiro discipulado. Maria nos ensina que é preciso parar para ouvir, pois só assim nossas ações ganham sentido e direção. A escuta da Palavra não anula o serviço, mas o orienta e o fecunda.
Neste domingo, somos chamados a exercer a paciência de escutar — dom que forma, transforma e conduz nossa vida cristã. Porque “uma só coisa é necessária”, como disse Jesus. E essa “melhor parte” — a escuta atenta e amorosa — não nos será tirada.
📖 Para ler este artigo na íntegra, por favor, acesse: A paciência de escutar.
📖Leia também a meditação sobre este Evangelho escrita pela Padre Ivanir Rodighero: Aprender a Servir e Hospedar do jeito de Jesus.
Esperamos que essa leitura ilumine seu caminho e aprofunde sua fé.
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